Amigos, a inovação da deslocação automóvel pelo homem é já de alguns anos.
Um século depois do início da história do automóvel, estão já definidas algumas regras base para se circular de cu tremido.
Uma delas, das mais antigas, refere que existem duas vias de circulação para as ditas máquinas. Conhecida como “uma para lá e outra para cá”, não é difícil de perceber que de um lado se anda para lá e do outro lado se vem para cá.
Ora esta dicotomia não é deixada ao critério do condutor. Apesar de se saber que uns andam num lado da via e outros no lado paralelo, convém explicar um pormenor.
Não se anda no lado que nos apetece, anda-se no lado que está pré-definido para cada sentido de circulação.
Pois bem, algumas bestas têm uma certa dificuldade em assimilar esta situação.
Caros condutores, as estradas não são para se andar ao contrário! Se estão todos a ir numa direcção num dos lados da via, provavelmente é porque essa é a direcção correcta dessa via. E não, não são os outros que estão todos malucos. Quando principalmente à noite, em que os carros até têm as luzes acesas, conseguimos diferenciar as luzes brancas das vermelhas, não há que enganar. O sentido correcto é seguir as vermelhas e não ir contra as brancas!
Será assim tão difícil? Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas algumas pessoas já têm uma certa idade e podem ter dificuldade em lembrar-se desses pormenores todos.”. Acontece que essas velhas carcaças deviam estar num lar, com uma enfermeira a agarrar-lhes na gaita para os pôr a mijar. Se não conseguem perceber que andar em sentido contrário pode ser prejudicial para a saúde, não podem conduzir. Aliás, a maior parte dos velhos que andam nas estradas deviam ter nas costas um autocolante do género: “Conduzir com esta idade pode provocar uma morte lenta e dolorosa.”, ou “Conduzir mata.”. É verdade que alguns não são velhos, estão é bêbedos. Mas esses têm desculpa. Um gajo quando está bêbedo começa a pensar que as luzes brancas que vêm no nosso sentido são naves espaciais e então tentamos destruí-las para salvar o mundo. É uma intenção nobre. A culpa disto até é do governo, que devia ter nas estradas, de cem em cem metros, placas a dizer: “Se consegue ler isto, é porque está no sentido correcto.”, e assim, quando um gajo não conseguisse ler aquilo ou deixasse de ver as placas, já sabia que estava ao contrário e ainda podia ir para o lado certo a tempo de salvar vidas.
E ainda por cima, os cabrões que fazem estas merdas é que se safam sempre. Está um tipo descansadinho da vida, como qualquer condutor português, na faixa da esquerda da autoestrada, a 70 à hora ou então a ultrapassar em zigue-zague a 180 Kh, e vem um animal direito a nós.
Além de que, quem entra ao contrário nas autoestradas, não acha estranho que seja tão difícil entrar na faixa de rodagem? “Epá, estes gajos fazem isto de uma maneira que um tipo tem que dar quase uma volta para conseguir entrar!”. Companheiro, se calhar é o amigo que está ao contrário, não?…
Tendo em conta tudo isto, de hoje em diante, quando entrar numa autoestrada, aguarde sempre uns minutos antes de se pôr em andamento, e siga o maior fluxo de luzes vermelhas, não as brancas. Brancas é mau. Além de nos encandearem, corre-se o sério risco de bater com os cornos num camião.
Ide em paz e lembrai-vos: A luz ao fundo do túnel, é quase de certeza um camelo que vem ao contrário…
ópá deixa os velhotes em paz e não os trates assim ... a culpa é que devia haver maior rigor no controle da capacidade para conduzir (não só dos velhos. Há novos que são um monumento à nabice da condução) e não necessariamente na definição de quando é que precisas que uma enfermeira se segure na gaita para mijares.
Agora essa da justificação dos condutores bêbados é tramada ...
GIN
Afixado por: GIN em novembro 8, 2003 09:39 AM«A luz ao fundo do túnel, é ...»?
3, de 1 a 10.
Afixado por: Senhor Doutor em outubro 27, 2003 02:43 PM